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Deficiente faz sexo?

Publicado: 7 de dezembro de 2013 em Dividindo, Saude, sexualidade, Superação

volto ao blog Universo de um Cadeirante refletindo sobre um tabu. Observe rodas de conversa sobre inclusão e você verá que os assuntos passam por tópicos como tratamento médico, adaptações nas instalações da casa, superação de sofrimento, desafios para entrar no mercado de trabalho, educação, medidas governamentais, tecnologias, entre outros. Isso tudo é ótimo e essencial. Mas, e o resto? Paquera? Namoro? Sexo?

Uma cena como essa não pode ser vista como algo inusitado.

Uma cena como essa não pode ser vista como algo inusitado.

Durante o bate-papo informal entre familiares em um almoço de domingo, com a casa cheia, existe uma chance razoável de assuntos amorosos passarem pela mesa, ou por rodinhas isoladas. O tema sempre vem em tom de leveza, uma brincadeira entre tias e sobrinhas, ou avôs e netos. “E os namoradinhos?”, ou “E então, garotão? Paquerando muito?”. As respostas normalmente não são claras. Um sorriso tímido, uma risada e um comentário sobre as batatas ensopadas são o suficiente para desconversar.

Existe um mito muito tênue, mas bem presente, de que essa pergunta para um deficiente não se aplica. O deficiente físico, visual, auditivo e intelectual tem um caminhão de preocupações que precisa ser enfrentado antes de tudo isso. Dependendo da fase de vida, ou do estágio de recuperação, isso é a mais pura verdade. Mas isso não é válido para todo o período de vida de ninguém. A tomada de consciência sobre o próprio corpo e sentidos vem, inevitavelmente, e quando acorda-se pra eles, é necessário encará-los, cuidar deles e explorar as possibilidades que eles trazem.

A pessoa com autonomia, lidando bem com a deficiência, trabalhando, ou estudando, com amigos e morando sozinha, chega ao Monte Everest da inclusão? Isso é como escalar o K2, pelo menos para mim. É uma conquista muito significativa, que merece ser comemorada, mas, dá pra ir mais alto.

Não posso tomar um ponto de vista que não seja o meu, então peço licença (e desculpas) aos deficientes visuais, intelectuais e auditivos. Esse posicionamento será parcial. Por favor, me ajudem a complementá-lo.

O universo dos relacionamentos apresenta inúmeras variáveis, tendo presença forte na vida cotidiana e no inconsciente de todo mundo. É impossível não lidar com isso e homens e mulheres acabam encontrando a sua maneira de responder a essa vivência. O deficiente não pode ficar à margem, mas para que isso aconteça, é necessário que ele se olhe no espelho, o que é bem complicado.

O meu espelho me mostra um magricelo, baixinho, de óculos, sentado em uma cadeira de rodas. Eu levo comigo um acessório que lembra acidente, doença, hospitais, dificuldades e falta de habilidade. Meu corpo é torto e se eu comparar o meu tronco com as pernas, é desproporcional. Para fechar com chave de ouro, relacionamentos e sexo são dinâmicas sociais que começam com algum tipo de atração.

Eu convivo com outras pessoas que têm um porte físico que eu nunca terei, vejo pela televisão os padrões estéticos pelos quais eu passo longe e, se eu me deixar levar, vou acreditar que o que eu sou, não é o suficiente para ninguém.

A cadeira de rodas não é sexy. Mas, e a pessoa que está nela, não pode ser não?

Para lidar com essa possibilidade, o deficiente pode fazer outra pergunta: o que as pessoas percebem primeiro? A pessoa, ou a deficiência? Se for muito complicado encontrar a resposta, podemos trocar o agente ativo: o que você coloca na frente? Quem você é, ou a limitação que você tem?

A produção literária sobre relacionamentos, sexualidade, conquista, paqueras e superações emocionais é bastante vasta. Acho curioso haver pouco material que relacione sexo e deficiência. Esses assuntos não podem ser vistos como incompatíveis. Por que seriam? Os deficientes lidam o tempo todo com compensações, encontram alternativas para muitas atividades, olham para o mundo de outro jeito e se relacionam com o corpo e com os sentidos de maneira diferenciada. São motivos de sobra para que a discussão sobre a sexualidade na vida do deficiente seja, no mínimo, interessante.

Quis falar sobre isso no meu retorno, porque acredito que esse debate é de alta importância. Comentar a vida sentimental e sexual envolve abrir intimidades, expor características que pouca gente conhece (ás vezes, nem você mesmo) e encarar mais de perto quem você realmente é. Para o deficiente, isso é mais do que fundamental. É uma oportunidade sólida de aceitação e autoconhecimento.

O assunto não envolve apenas deficientes. Envolve os parceiros e parceiras, famílias, psicólogos, sexólogos, a comunidade médica, profissionais da saúde mental e fisioterapeutas. A vida sexual do deficiente é para ser levada a sério e precisa ser desenvolvida de maneira saudável, orientada, discutida e vista sem preconceitos.

Eu enxergo o tema como um convite ainda mais amplo. Essa conversa é útil para todas as pessoas que se sentem incomodadas, ou oprimidas pelos padrões de beleza que são expostos diariamente. Essas pessoas podem se unir e questionar os conceitos culturais que temos sobre beleza. Uma alternativa é possível.

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NEM DOEU

Publicado: 13 de setembro de 2013 em Experiencias, Superação, vida
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“Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza.”

E disse em tom de descaso para si mesmo: “nem doeu…” como fazia quando era criança em dia de vacinação, na tentativa de impressionar as pessoas da fila. Não queria demonstrar fraqueza e preferiu acreditar que a dor de hoje seria uma espécie de vacina que o deixaria mais forte para o amanhã. E de tanto esconder os sentimentos, foi ficando imune a felicidade. Livre de sorrisos, suspiros ou de qualquer outra coisa que pudesse acabar. Tudo que tinha agora era concretude de uma dor que conseguia se esconder de todos, menos de si mesmo. Aquela mesma dor que mesmo sem ninguém perguntar, fez questão de dizer “nem doeu”. Esse sou eu! Prazer Rafael Barreto Freitas.

INSISTA, PERSISTA E NUNCA DESISTA

Publicado: 22 de dezembro de 2011 em Pense nisso, Superação, vida

 Eu descobri… QUE SER GRANDE é poder sempre fazer coisas pequenas!

QUE SER GRANDE é não desistir quando as coisas ficam difícies!

QUE SER GRANDE é ter humor para enfrentar desafios!

QUE SER GRANDE é simplificar as coisas complicadas.

QUE SER GRANDE não é encostar no teto com as mãos e sim os outros com a alma. Ter coragem é saber que o medo não é um conselheiro!

QUE SER GRANDE é ser pequeno no tamanho e grande na vontade. Por isso eu penso sempre… INSISTA, PERSISTA E NUNCA DESISTA, UM DIA VOCÊ ALCANÇA SEUS OBJETIVOS!

Primeira grande batalha

Publicado: 9 de outubro de 2011 em Experiencias, Saude, Superação, vida

Começou aos 8 anos mais ou menos, como um ponto de caneta…

Parecia algo simples e facíl de se resolver, mas permaneceu por longos 12 anos, e alguns deles com grande gravidade.

Estou falando de uma escara(ferida) que eu tinha no meu corpo, começou tão pequenininha que parecia algo tranquilo mais não foi…

Lembr0-me que ela foi aumetando, aumentando, ficar um pouco maior, foi usado muitos tipos de medicação, desde de caseiras até profissional.. Não resolvia, e a ferida só fazia aumentar.

Bom deixa eu explicar por que eu contrai essa escara, foi por que como eu não ando, quando criança, eu me arrastava pelo chão para me colomover, bom até futebol eu jogava(risos) mas isso é uma outra história…

Enfim com o passar dos anos, a ferida que eu tinha no corpo só ia aumentando, chegou uma época que conseguimos fecha-lá, mais por um descuído que tivemos em uma única semana, ela abriu denovo e começou todo o dilema novamente.

Enfim convivi com ela durante 12 anos(se eu não me engano) inclusive teve uma época tive que ficar quase 6 meses ser ir à escola por causa dela, por que eu tinha que permancer o tempo todo deitado.

Enfim passado essa fase eu voltei a escola, e claro passava muito tempo sentado assistindo as aulas, o que prejudicava e muito a situação da ferida, por que nesse tempo que ra 4 horas diarias, 5 vezes por semana, eu comprimia muito, e ela piorava, no aspecto e no tamanho.

Até que ela ficou tão grande que tava pra ver o osso dentro da carne, foi a fase mais complicada e delicada dessa minha doença, por que eu tive uma doeça chamada ostiomelite generalizada, quando cheguei ao hospital, a Dra, disse que achava que eu não resistiria aos medicamentos, que seriam fortissimos, enfim lá passei quatros meses, não foi facíl, mas controlei a ostiomelite e consegui cura-lá, até que conseguir fazer uma cirurgia plástica e fechei a escara.. Foram 12 anos e luta mais eu venci… como eu disse no post abaixo, desistir é coisa pra fraco e isso definitivamente eu não sou!

Ipi, ipi, urra

Publicado: 9 de agosto de 2011 em Superação

Eu perguntei se eu deveria desistir ou lutar pelo meu sonho, a resposta foi lute. Mas na verdade nem tenho brechas para tentar.

Há verdade é que .. a verdade dói demais. Eu vivo acreditando naquilo, que ninguém mais acredita.

Edema agudo de pulmão

Publicado: 7 de julho de 2011 em Experiencias, Saude, Superação, vida

A parte em branco é onde tem a água, significa que todo aquele espaço está com líquido

 
Quem lê o meu blog com Freqüência, sabe que eu citei alguma vezes sobre um assunto que de quase morte por acumulo de liquido, então o que é isso? Resolvi escrever um post especificamente sobre o que é isso… O que eu tive chama-se Edema agudo de pulmão! Afinal então o que é isso?
 
O edema agudo de pulmão é uma grave situação clinica, de muito sofrimento, com sensação de morte iminente e que exige atendimento médico urgente.
 
 O que é?

É o acúmulo anormal de líquido nos tecidos dos pulmões. Está entre as mais freqüentes emergências médicas e significa, muitas vezes, uma situação ameaçadora da vida quando ocorre abruptamente. Poderá ou não ter origem numa doença do coração.

 

Causas de edema agudo de pulmão:

 
* Infarto do miocárdio – é a causa mais comum
* Disfunção do músculo cardíaco
* Doenças das válvulas, aórtica ou pulmonar
*Administração exagerada de líquidos, comum em crianças ou pacientes renais que acumula líquidos ou pacientes que recebem muito liquido ou soros em excesso pelas veias.(meu caso, acumulo de líquido pela doença renal)
 
O coração é dividido em quatro partes (câmaras) responsáveis pela entrada de sangue no coração; um átrio e um ventrículo à direita, um átrio e um ventrículo à esquerda, responsáveis pela circulação do sangue no coração e por todo o corpo.. Na insuficiência cardíaca esquerda, há um acúmulo de sangue nas veias e capilares pulmonares a tal ponto que acontece um extravasamento de fluídos para os espaços aéreos dos pulmões. Isso deixa o pulmão menos elástico e com menos superfície de contato entre os gazes inspirados e o sangue.
 
 Prevenção do edema agudo de pulmão.
 
Na maioria dos casos, não temos possibilidade de evitar o edema agudo.
Os riscos podem ser diminuídos pelo pronto tratamento e pela condução adequada das doenças que podem levar ao edema agudo.
 
Sinais e sintomas de edema agudo:
 
* Respiração curta com severa dificuldade respiratória.
* Fome de ar
* Respiração estertorosa; pode-se escutar o borbulhar(ruido) do ar no pulmão.
* Ortopnéia-o doente sente necessidade de sentar, não tolera permanecer deitado.
* Batimento das asas do nariz (eventual)
* Expectoração sanguinolenta e espumosa (eventual)
* Uma radiografia de tórax pode mostrar o acúmulo de líquidos no pulmão.
* Encurtamento da respiração (falta de ar), que normalmente piora com as atividades
* Falta de ar quando a pessoa se deita com a cabeceira baixa
* Tosse, que pode ou não ter expectoração sanguinolenta e/ou espumosa
* Batimentos rápidos do coração, conhecidos como taquicardia
* Aumento da pressão arterial (na maioria das vezes absurdamente)
* Opressão (aperto) no tórax
* Chiado no peito
* Cianose – coloração azulada da pele quando há muita falta de ar
* Ansiedade e algumas situações pânico
 
 
Tratamento.
 
O edema agudo de pulmão é uma emergência médica e necessita de:
 
* tratamento imediato
* transferência para um serviço de urgência ou emergência de um hospital. Se possível, dar oxigênio por máscara ou através de entubação da traquéia.
 
Então gente isso foi o que eu passei este é o edema agudo de pulmão.

Terrível Experiência

Publicado: 17 de maio de 2011 em Experiencias, Superação, vida

Foi no último domingo 15/05, o dia todo passei com uma dorzinha chata no peito, tossindo muito, já começará a me sentir mal desde as primeiras horas da tarde.

Passei a tarde inteira de domingo com aquela dorzinha chata, e com uma tosse seca que insistia em continuar… no final da noite a tosse se intensificou, e comecei a me engasgar com com o meu próprio catarro, era o prenuncio do que estava por vir. Logo após o grenal, comecei a sentir uma pequena falta de ar, mas fui levando, com o passar do tempo, comecei a sentir que não daria pra esperar pra fazer dialise, no meu horario habitual, por que ali já tinha prova clara que não daria, mas até então, eu não me sentia tão mal, tanto que eu achava que eu conseguiria aguentar até a manhã do dia seguinte que era quando eu pretendia ir.

Mas no final da noite o problema se intensificou gravimente, por volta de 22:30, enquanto conversa com alguns amigos no MSN, estava com muita tosse até que vomitei, um catarro braco, com uma crosta envolta “roseo”, apartir daquele momento tudo explodiu!

Em questão de um minuto para outro a coisas piorou para níveis terríveis, perdi completamente o ar, com uma dor horrível no peito, um chiado quando tentava respirar, um desespero e agonia indescritível.

Já no caminho do hospital no carro, eu achei que morreria, por que estava me sentindo tão mal, que em um determinado momento vi tudo preto na minha frente, o desespero bateu completamente que dei um grito dentro do carro “alguém me ajuda, to passando mal”,

Chegnado ao hospital por volta de 22: 55 minutos, já não aguentava mais, estava verdadeiramente desesperado com aquilo, achando que chegaria o fim, foi colocado um acesso no meu braço pra se fazer medicação, uma remédio abaixo da lingua, e verificada a minha pressão que naquele momento estava 30/18, e com apenas 30% deoxigênio em todo o corpo,  algo absurdo.

Comecei a fazer dialise e aquela angustia não passava, a enfermeira que estava ali, dizia que a minha pressão já havia baixando, mas as dores no peito, a falta de ar e aquele chiado não… eu tinha momento de lucidez e de apagão, lembro-me apenas de flexes de algo, não tenho a lembrança nítida do que acontenceu, na integra….

Fiz a dialise o tempo todo com um tubo de oxiegênio e mesmo assim eu não tinha ar…

Foi o mesmo problema que eu tive no dia 6 de Dezembro do ano passado, quase tive uma parada cardíaca e respiratória, só que naquela ocasião, minha pressão chegou a 23/18, e com pouco tempo de dialise eu recuperei e já nesse domingo eu já havia feito mais de 1 hora de tratamento e não havia jeito de eu melhorar…. E pra variar chamei por ELA denovo, vai entender!

Mas agora os meus níveis de cuidados terão que ser acima de 100%, mas do que redobrado, afinal eu não terei uma outra chance, isso não pode acontecer denovo, por que certamente eu não resistirei.

Mas agora estou bem! E tenho que me manter assim, afinal tenho muito o que viver ainda, muito o que sonhar, muito que aprender, muito o que conquistar e vou fazer tudo isso podem ter certeza!