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Deficiente faz sexo?

Publicado: 7 de dezembro de 2013 em Dividindo, Saude, sexualidade, Superação

volto ao blog Universo de um Cadeirante refletindo sobre um tabu. Observe rodas de conversa sobre inclusão e você verá que os assuntos passam por tópicos como tratamento médico, adaptações nas instalações da casa, superação de sofrimento, desafios para entrar no mercado de trabalho, educação, medidas governamentais, tecnologias, entre outros. Isso tudo é ótimo e essencial. Mas, e o resto? Paquera? Namoro? Sexo?

Uma cena como essa não pode ser vista como algo inusitado.

Uma cena como essa não pode ser vista como algo inusitado.

Durante o bate-papo informal entre familiares em um almoço de domingo, com a casa cheia, existe uma chance razoável de assuntos amorosos passarem pela mesa, ou por rodinhas isoladas. O tema sempre vem em tom de leveza, uma brincadeira entre tias e sobrinhas, ou avôs e netos. “E os namoradinhos?”, ou “E então, garotão? Paquerando muito?”. As respostas normalmente não são claras. Um sorriso tímido, uma risada e um comentário sobre as batatas ensopadas são o suficiente para desconversar.

Existe um mito muito tênue, mas bem presente, de que essa pergunta para um deficiente não se aplica. O deficiente físico, visual, auditivo e intelectual tem um caminhão de preocupações que precisa ser enfrentado antes de tudo isso. Dependendo da fase de vida, ou do estágio de recuperação, isso é a mais pura verdade. Mas isso não é válido para todo o período de vida de ninguém. A tomada de consciência sobre o próprio corpo e sentidos vem, inevitavelmente, e quando acorda-se pra eles, é necessário encará-los, cuidar deles e explorar as possibilidades que eles trazem.

A pessoa com autonomia, lidando bem com a deficiência, trabalhando, ou estudando, com amigos e morando sozinha, chega ao Monte Everest da inclusão? Isso é como escalar o K2, pelo menos para mim. É uma conquista muito significativa, que merece ser comemorada, mas, dá pra ir mais alto.

Não posso tomar um ponto de vista que não seja o meu, então peço licença (e desculpas) aos deficientes visuais, intelectuais e auditivos. Esse posicionamento será parcial. Por favor, me ajudem a complementá-lo.

O universo dos relacionamentos apresenta inúmeras variáveis, tendo presença forte na vida cotidiana e no inconsciente de todo mundo. É impossível não lidar com isso e homens e mulheres acabam encontrando a sua maneira de responder a essa vivência. O deficiente não pode ficar à margem, mas para que isso aconteça, é necessário que ele se olhe no espelho, o que é bem complicado.

O meu espelho me mostra um magricelo, baixinho, de óculos, sentado em uma cadeira de rodas. Eu levo comigo um acessório que lembra acidente, doença, hospitais, dificuldades e falta de habilidade. Meu corpo é torto e se eu comparar o meu tronco com as pernas, é desproporcional. Para fechar com chave de ouro, relacionamentos e sexo são dinâmicas sociais que começam com algum tipo de atração.

Eu convivo com outras pessoas que têm um porte físico que eu nunca terei, vejo pela televisão os padrões estéticos pelos quais eu passo longe e, se eu me deixar levar, vou acreditar que o que eu sou, não é o suficiente para ninguém.

A cadeira de rodas não é sexy. Mas, e a pessoa que está nela, não pode ser não?

Para lidar com essa possibilidade, o deficiente pode fazer outra pergunta: o que as pessoas percebem primeiro? A pessoa, ou a deficiência? Se for muito complicado encontrar a resposta, podemos trocar o agente ativo: o que você coloca na frente? Quem você é, ou a limitação que você tem?

A produção literária sobre relacionamentos, sexualidade, conquista, paqueras e superações emocionais é bastante vasta. Acho curioso haver pouco material que relacione sexo e deficiência. Esses assuntos não podem ser vistos como incompatíveis. Por que seriam? Os deficientes lidam o tempo todo com compensações, encontram alternativas para muitas atividades, olham para o mundo de outro jeito e se relacionam com o corpo e com os sentidos de maneira diferenciada. São motivos de sobra para que a discussão sobre a sexualidade na vida do deficiente seja, no mínimo, interessante.

Quis falar sobre isso no meu retorno, porque acredito que esse debate é de alta importância. Comentar a vida sentimental e sexual envolve abrir intimidades, expor características que pouca gente conhece (ás vezes, nem você mesmo) e encarar mais de perto quem você realmente é. Para o deficiente, isso é mais do que fundamental. É uma oportunidade sólida de aceitação e autoconhecimento.

O assunto não envolve apenas deficientes. Envolve os parceiros e parceiras, famílias, psicólogos, sexólogos, a comunidade médica, profissionais da saúde mental e fisioterapeutas. A vida sexual do deficiente é para ser levada a sério e precisa ser desenvolvida de maneira saudável, orientada, discutida e vista sem preconceitos.

Eu enxergo o tema como um convite ainda mais amplo. Essa conversa é útil para todas as pessoas que se sentem incomodadas, ou oprimidas pelos padrões de beleza que são expostos diariamente. Essas pessoas podem se unir e questionar os conceitos culturais que temos sobre beleza. Uma alternativa é possível.

dia-do-sexo1

Se existe uma data que merece todo tipo de atenção, com certeza é o dia 6 de setembro. Pra começar a data tem a sugestiva representação 6/9. Além disso, essa ideia foi criada por publicitários da agência Age (que raça genial essa de publicitários, né? Não a toa eu sou publicitário). Mas vamos ao que interessa. Sexo.

Da pré à história.

Se tem coisa melhor nesse mundo, Deus guardou pra ele. De acordo com matéria da revista Mundo Estranho, desde a pré-história já se distinguia o sexo por prazer do ato sexual para fins de reprodução. Posições diferentes do papai-mamãe e métodos contraceptivos. É o que indica um estudo realizado pelo arqueólogo  Timothy Taylor:

“Chegar à verdade acerca da Pré-História é quase impossível. A arte pré-histórica, grande parte da qual tem conteúdo sexual explícito, obviamente revela coisas sobre as quais as pessoas pensavam, mas não pode refletir por completo o que realmente faziam”, afirma Taylor no livro A Pré-História do Sexo.

Com o tempo o sexo tornou-se sinônimo de várias coisas. Alguns pais, da Grécia antiga, deixavam seus filhos, homens, serem sodomizados por grandes guerreiros da época, pois acreditavam que a partir do sexo os heróis transmitiriam coragem e força aos seus pupilos. E o pior, isso era coisa de macho… Ainda bem que os tempos mudaram.

Com a queda da hegemonia Grega, surgem os depravados romanos e suas orgias intermináveis regadas a vinho. A Roma antiga era um bordel a céu aberto. A própria Roma era conhecida como a grande prostituta. Imperadores cometiam barbáries em nome do sexo, especialmente em festas “religiosas”. Mas hei que surge a Santa Madre Igreja Católica e inventa o pecado do sexo. Aí lenhou tudo… A liberdade sexual foi tolhida, o sexo tornou-se apenas um meio de reprodução, às mulheres perderam o direito de sentir prazer, surgiram às vergonhas, os “lençóis com buracos” para não ver o parceiro nu, dentre outras loucuras que os incubados clérigos pecadores chamaram de “dogmas”.

Efeitos colaterais do pecado divinal.

Mas hoje tudo é festa. A liberdade sexual é uma conquista maravilhosa, o sexo seguro está amplamente difundido, doenças sexualmente transmissíveis foram controladas, AIDS é coisa do passado e… Não, ainda não. Ainda existem tabus que parecem intransponíveis. A Igreja ainda condena o uso de preservativo (Senhor, perdoai-os. Eles não sabem o que dizem…) e algumas mães ainda tem dificuldade em conversar com suas filhas sobre o tema. O canal de sexo, da TV fechada, é pra se passar somente por acidente se a família estiver na sala. Camisinhas devem ser escondidas nas bolsas, junto com o anticoncepcional. O aborto ainda é um crime e por isso curetagens são feitas aos montes em hospitais públicos, para refazer o trabalho mal-feito das clínicas clandestinas. E pior, algumas pacientes ainda recebem maus tratos das enfermeiras por terem cometido esse “pecado ignominioso”.

Mas se for seguro, comemore sem moderação…

Porém, esqueçamos um pouco o lado triste da coisa e pensemos na “em fazer a coisa”. Afinal, hoje é o dia do sexo. E mesmo sem receber nenhum cachê por isso, vou fazer um “merchan” aqui no texto: na hora de comemorar o Dia do Sexo, hoje, use camisinha. E como foi a Olla a idealizadora da coisa…

 

legalize

Muito legal esse papo de Dia do Sexo, né? Mais legal ainda é que foi tudo ideia de uma marca de preservativos e a galera abraçou. Sempre a publicidade colocando algo na nossa vida sem perguntar o que a gente pensa a respeito. Mas será que existe uma liberdade sexual verdadeira ao ponto de podermos comemorar esse dia?

Não, não há. Mulheres ainda são julgadas quando fazem sexo. E não chegam ao orgasmo porque dá trabalho demais fazer preliminares longas ou estimular o clitóris durante a transa. Recebi até um release dizendo que as mulheres fazem sexo porque querem arrumar um namorado. Oi? Ninguém pensou que as mulheres podem gostar de fazer sexo? De dar e sentir prazer?

O sexo é uma atividade para você e não para o outro. Você não deve fazer sexo pensando em agradar qualquer outra pessoa que não você mesma. O prazer só vem quando você está certa de que quer recebe-lo. E livre para recebe-lo.

Talvez esse dia seja interessante para pensarmos que nem carregar camisinha na bolsa podemos sem que haja julgamento. Que se transamos na primeira noite ainda somos vadias, mas se não transamos em um curto espaço de tempo somos frígidas.

É bom lembrar que ainda há pessoas que dividem mulheres para namorar e mulheres para casar. E que esperam que a virgem que eles sonham ver entrando na igreja de vestido branco seja uma louca na cama, sem nenhuma experiência, mas com um instinto sexual totalmente aflorado – o que é quase impossível, a liberdade sexual vem, também, da experiência.

Neste Dia do Sexo vamos pensar um pouquinho em como cada uma de nós julga outras mulheres por seus hábitos sexuais, por suas escolhas e seu jeito de se vestir. Vamos lembrar das mulheres que são subjugadas por essa sociedade condenativa e que sofrem com esses rótulos para o resto da vida.

Em um mundo em que o orgasmo é uma raridade, algo que nunca chegou para grande parte das mulheres, como celebrar o Dia do Sexo? Em um lugar em que mulheres são estupradas e ainda recebem a culpa por isso, como ter vontade de transar? Como encontrar prazer se você cresceu sendo ensinada que não devia tocar certas partes do corpo que a deixavam excitada?

É claro que você pode celebrar o Dia do Sexo transando com quem quiser,masturbando-se ou falando abertamente sobre o assunto, mas lembre-se que amanhã não é mais dia de festa e aí muitos dedos serão apontados dizendo que você não tem valor. Já está na hora de mudar isso, não? Legalizem o orgasmo!

 

Motivos para ter um orgasmo não faltam. Além de prazeroso, ele pode prevenir contra gripes e resfriados, reduzir o risco de desenvolver câncer de mama, queimar calorias e ainda garantir uma noite de sono tranquilo. Veja os 10 melhores benefícios do sexo. Confira a seguir:

 

Felicidade O corpo libera endorfina durante o orgasmo, o que causa euforia, prazer e, às vezes, gera um riso incontrolável.

Felicidade
O corpo libera endorfina durante o orgasmo, o que causa euforia, prazer e, às vezes, gera um riso incontrolável.

 

Fim do resfriado Esqueça as maçãs e antigripais. Segundo o pesquisador e conselheiro de saúde sexual Alison Richardson, o sexo regular está associado a níveis elevados do anticorpo imunoglobulina A, o que pode nos proteger de resfriados comuns e aumentar o sistema imunológico.

Fim do resfriado
Esqueça as maçãs e antigripais. Segundo o pesquisador e conselheiro de saúde sexual Alison Richardson, o sexo regular está associado a níveis elevados do anticorpo imunoglobulina A, o que pode nos proteger de resfriados comuns e aumentar o sistema imunológico.

 

 

Otimismo Orgasmo faz bem para o corpo e para a mente. Os hormônios sexuais podem baixar os níveis de depressão e ansiedade. É uma forma de aliviar a tensão diária e ver a vida de forma mais otimista.

Otimismo
Orgasmo faz bem para o corpo e para a mente. Os hormônios sexuais podem baixar os níveis de depressão e ansiedade. É uma forma de aliviar a tensão diária e ver a vida de forma mais otimista.

 

 

Contra o câncer de mama Ter orgasmo e estimular os mamilos durante as preliminares também contribui para bons níveis de oxitocina, um hormônio que reduz a ansiedade e previne contra o câncer de mama.

Contra o câncer de mama
Ter orgasmo e estimular os mamilos durante as preliminares também contribui para bons níveis de oxitocina, um hormônio que reduz a ansiedade e previne contra o câncer de mama.

 

 

 

Queimar calorias De acordo com a WebMD, 30 minutos de sexo pode queimar mais de 85 calorias. Se praticado com frequência, o sexo ajuda a afinar a silhueta e permite um lanchinho a mais no meio da tarde sem preocupação com o peso.

Queimar calorias
De acordo com a WebMD, 30 minutos de sexo pode queimar mais de 85 calorias. Se praticado com frequência, o sexo ajuda a afinar a silhueta e permite um lanchinho a mais no meio da tarde sem preocupação com o peso.

 

 

 

Sono tranquilo Depois de ter um orgasmo, há uma queda acentuada da pressão arterial e um relaxamento instantâneo, que gera uma noite de sono tranquilo.

Sono tranquilo
Depois de ter um orgasmo, há uma queda acentuada da pressão arterial e um relaxamento instantâneo, que gera uma noite de sono tranquilo.

 

 

 

Fim das dores A endorfina causa sensações semelhantes à morfina, que aumenta a tolerância a dor em 70%. Portanto, ter dor de cabeça ou cólica não é motivo para deixar de fazer sexo. Pelo contrário.

Fim das dores
A endorfina causa sensações semelhantes à morfina, que aumenta a tolerância a dor em 70%. Portanto, ter dor de cabeça ou cólica não é motivo para deixar de fazer sexo. Pelo contrário.

 

 

 

Pele bonita Em vez de gastar com produtos para maquiagem, investir em uma noite com seu parceiro pode causar o mesmo efeito e deixar a pele mais bonita. O hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona), liberado durante o sexo, repara os tecidos e mantém a pele mais jovem.

Pele bonita
Em vez de gastar com produtos para maquiagem, investir em uma noite com seu parceiro pode causar o mesmo efeito e deixar a pele mais bonita. O hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona), liberado durante o sexo, repara os tecidos e mantém a pele mais jovem.

 

 

Memória Sexo aumenta a circulação do sangue e transporta oxigênio para o hipotálamo – parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem. Ou seja,  além de gostoso, ter orgasmo vai ajudá-la a lembrar onde colocou suas chaves.

Memória
Sexo aumenta a circulação do sangue e transporta oxigênio para o hipotálamo – parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem. Ou seja, além de gostoso, ter orgasmo vai ajudá-la a lembrar onde colocou suas chaves.

 

 

 

 

Incontinência Sexo também ajuda a diminuir a incontinência urinária, comum em idosos.

Incontinência
Sexo também ajuda a diminuir a incontinência urinária, comum em idosos.

Na karezza, é permitido beijar, abraçar, masturbar o parceiro e praticar sexo oral

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A  maioria das pessoas acredita que sexo só vale a pena quando acaba com um orgasmo, mas a técnica chamada karezza prega justamente o contrário e promete aproximar os casais. O nome vem da palavra italiana “carezza”, que significa “carícia” em português, e a prática faz jus ao nome. A ideia é abrir mão da ejaculação para trocar carinhos, abusar das preliminares e sempre ter vontade de algo mais.

Claro, tudo tem o momento certo. Não dá para praticar a karezza com quem você acabou de conhecer num sábado à noite. O método é indicado para casais com intimidade, que perderam a vontade de fazer sexo com a rotina e os problemas diários. “É uma técnica que foi inventada há muito tempo e está voltando agora. Às vezes o casal se ama, mas a relação está desgastada. Então vale a pena tentar a karezza para trabalhar a energia e resgatar os sentimentos. É um jeito de voltar a namorar e ter aquela sensação de perna bamba e coração disparado”, explica a consultora de relacionamentos Vânniah Neves.

Na karezza, é permitido beijar, abraçar, masturbar o parceiro e praticar sexo oral, mas a penetração e o orgasmo ficam fora de cena. “Não é uma técnica que explora, mas ela educa sexualmente. É um desafio porque é preciso ter muita intimidade e sintonia para se acariciar sem penetrar. É como se saíssemos da mesa depois do almoço com vontade de mais um pedaço de sobremesa. Quando você tem orgasmo, fica saciado”, justifica Vânniah.

Karezza x sexo tântrico
Pode até parecer igual, mas as duas técnicas são bem diferentes. No tantra sexual, a ideia é sentir e prolongar o ato sexual o máximo que puder, mas diferentemente do karezza, há penetração e orgasmo.  

“No sexo tântrico, a ejaculação é anti-climax. A proposta é que o casal copule, interrompa e, depois de alguns minutos, copule de novo para prolongar a relação sexual. Como a mulher demora um pouco mais para ter orgasmo, ela pode chegar no ápice do prazer, mas o homem segura a ejaculação o máximo que conseguir”, conta a consultora. Já no karreza, o intuito é voltar ao início do namoro e apenas trocar carinhos.

Tudo bem, pode até parecer estranho evitar o orgasmo a todo custo. Ainda assim, as duas técnicas tem algo em comum: prolongar a relação e aproximar os casais.

 

 

Sexo pode ser bom sem penetração

Publicado: 15 de outubro de 2011 em sexualidade

 

O orgasmo é o ponto máximo de prazer que uma mulher pode atingir, e independentemente de ser pela penetração ou masturbação, o que desencadeia essa situação é o estímulo do clitóris, o famoso ponto G feminino. Mesmo assim, uma queixa muito comum nos consultórios vem justamente de mulheres que estranham o fato de se excitarem mais com esse toque do que com a penetração em si. A explicação para isso é muito simples: no corpo feminino, o ponto com mais terminações nervosas é o clitóris, portanto, é o local mais sensível tanto para o prazer quanto para a dor.

Sandra Baptista, coordenadora da pós-graduação em Sexualidade Humana do IBMR, explica que o clitóris equivale à glande masculina. “Nosso corpo é todo irrigado de terminações nervosas, mas no clitóris são cerca de 8 mil terminações juntas, que fazem com que tudo que entra em contato com ele seja intensamente amplificado”, explica.

Muitas mulheres declaram responder a uma combinação de sensações vaginais e clitorianas, mas a grande maioria percebe que, se comparadas, a estimulação do clitóris proporciona maior prazer. Segundo o Dr. Carlos Scheidemantel, sexólogo e professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), isso se deve ao fato de o clitóris ser mais sensível ao toque do que a própria vagina.

Em contraste com a extrema sensibilidade apresentada pelo clitóris, a vagina é um tubo flexível de músculos coberto por uma camada mucosa, que apresenta terminações nervosas sensíveis ao toque somente na entrada, já que em seu interior esses nervos são praticamente insensíveis, o que explica o fato de que muitos procedimentos uterinos, como curetagem e cauterização, poderem ser feitos sem anestesia.

Há diversos artigos questionando a existência de vários tipos de orgasmo, o vaginal, o clitoriano e o uterino. Para Sandra, isso não passa de um mito. “Mesmo durante a penetração, é a fricção no clitóris que vai desencadear o orgasmo, por isso muitas mulheres preferem ficar por cima durante o sexo ou colocar travesseiros em baixo das nádegas, para que haja um contato entre o clitóris e a região púbica masculina.”

A médica lembra ainda que o fato de as mulheres preferirem a estimulação clitoriana, não significa que elas não gostem de penetração, muito pelo contrário, é a situação como um todo que vai dar prazer à relação. “Nesse caso, é de extrema importância se conhecer e abrir o jogo para o parceiro, afinal, o sexo não foi feito só para os homens.”

Como é um sentir um orgasmo?

Publicado: 31 de julho de 2011 em sexualidade

A descoberta da sexualidade é algo inerente ao ser humano, faz parte desde a sua infância, a curiosidade, as diferenças, o se tocar e descobrir prazer em determinadas partes do corpo. É assim que nós descobrimos aquilo que nos dá prazer, que nos proporciona um bem-estar ao descobrirmos o sexo em nossas vidas.

Porém, se algo acontecer e essa sexualidade for encoberta, seja por traumas, por imposições (quando os pais falam que é feio, que é errado), aí as coisas ficam mais difíceis na fase em que o sexo vem com mais força em nossas vidas.

Ás vezes vendo as dificuldades que muitas mulheres têm em obter um orgasmo, algo que ela mesma pode se proporcionar e não sabe como, me sinto meio frustrada por essas mulheres, pois não sei o motivo que as levaram a não ter algo instintivo, prazer em se tocar. Não saber o que é um orgasmo já na fase adulta é estranho. Acredito que muitas tiveram sim, mas puseram na cabeça que é algo esplendoroso, de uma magnitude de ver estrelas cruzando os céus e de se ouvirem fogos de artifício, como mostram em alguns filmes. Não chega a esse ponto, mas é algo extremamente prazeroso, com toda certeza.

Orgasmos são diferentes para cada mulher, pois envolvem não apenas terminações nervosas, mas a cultura e moral de cada uma.

Muitas mulheres acham que tem que ter orgasmo com penetração, mas isso é o de menos. Uma mulher tem que sentir como quer e onde quer ter seu orgasmo e só com o tempo e amadurecimento corporal e das sensações, ela irá atingir e controlar melhor o ponto em que goza melhor, a posição, a estimulação, seja com o pênis, boca ou com as mãos, e com quem ela quer ter mais ou menos prazer. O sexo é uma parte tão importante na vida como é o amor, se sentir amada. Por isso mulheres se sentem mais felizes e tem orgasmos melhores com aquele parceiro com quem tem mais intimidade e cumplicidade. Claro que muitas mulheres seguras de sua sexualidade pode apenas procurar sexo e ter prazer, mas a maioria ainda quer alguém que as ame, para que possam entendê-las e observar o seu ritmo sexual.

Para uma mulher ter um orgasmo, ela deve sentir que pode fazer sozinha em primeiro lugar. A estimulação clitoriana é o começo de tudo e pode ser o único tipo de estimulação para se chegar ao orgasmo durante toda a vida de uma mulher, já que o Ponto G não garante orgasmo para a maioria das mulheres. Concentre-se então no clitóris. A estimulação, seja com dedos friccionando da maneira certa que só você vai saber, seja com um estimulador (um vibrador), vai chegar num pico de excitação em que culmina com o máximo de prazer, seguido de pulsações na região vaginal, espasmos corporais, vontade de se encolher, moleza, depende muito da pessoa. Haverão dias em que vai ser algo maravilhoso, de apenas alguns segundos ou simplesmente ser fraco, ruim e frustrante, como também ocorrem com os homens, ou vocês acham que todos eles gozam gostoso? Não, não gozam.

Então, é isso. Cada mulher deve se conhecer bem e saber se dar prazer antes de dividir esse prazer com outra pessoa. Pode ser que, dependendo do parceiro, seja ruim, por isso o sexo antes de firmar um compromisso, ao meu ver, é importante. Não estímulo entre menores, mas em pessoas adultas, que são responsáveis pelos seus atos.

Descubra em você, mulher, o que lhe dá prazer e como você atinge seu orgasmo, aí sim, você vai se sentir segura para dividir seu prazer com seu parceiro. E quanto a aparência, se seu parceiro te quer e te ama, se liberte as poucos. Seu prazer será cada dia maior.

Estou quase abrindo um curso de sexualidade feminina e masculina. Será que é necessário?

Dia do orgasmo: 31 de julho

Publicado: 31 de julho de 2011 em sexualidade

Tem coisa mais gostosa do que ficar abraçado depois de um orgasmo?

Você já teve um orgasmo? Então comemore! No dia 31 de julho toda mulher - isso mesmo, toooda mulher - deveria estourar um champanhe para celebrar o prazer de ser feliz na cama e de colecionar orgasmos. Mas se você ainda não chegou lá, tenha calma. O caminho da descoberta feminina pode ser tão gostoso quanto um orgasmo. Conhecer seus desejos, se tocar sem preocupações, curtir cada pedaço do seu corpo não tem preço.

Portanto, deixe os preconceitos de lado e aproveite as matérias que selecionei para você ter muito prazer – sozinha ou com seu parceiro.

 
 

Manual infálivel do orgasmo!

Desta vez ele não escapa. Com este manual do orgasmo, você só não atinge o nirvana esta noite se não for para a cama com seu amor! Tem plantão de dúvidas que deixa qualquer preocupação longe dos lençóis, roteiro digno de Penélope Cruz e Javier Barden com preliminares que dão sede de tesão, dez passos para chegar lá sempre, receitas de prazer para cada tipo de clímax, promessa de uma pílula do orgasmo e mais!

Num mundo ideal, toda mulher atingiria o ápice do prazer em cem por cento das transas, certo? Certíssimo. Mas o fato é que só 29% delas conseguem a façanha, dizem pesquisas. Privilegiadas? Melhor dizer que são bem informadas. Elas sabem, por exemplo, que o orgasmo tem vários modos de preparo – um mais excitante que o outro. Não espere nem mais um minuto para usufruir do sexo tanto quanto elas e testar este guia.

Êxtase clitoriano

Se existisse um GPS localizador de orgasmo, ele diria que a via mais curta e certeira é a pequena saliência no local em que seus grandes lábios formam um V, bem na frente da vagina. Ou seja, o clitóris. Ali há mais terminações nervosas do que qualquer parte do corpo – cerca de 6 mil.

Receita de prazer: Peça ao seu namorado que acaricie devagarinho as áreas próximas ao clitóris e vá se aproximando da sua pérola do prazer sem perder o ritmo. Chegou ao xis da questão? Enquanto estimula o clitóris para cima e para baixo com os dedos anular e médio de uma mão, a outra toca o bumbum e o ânus (sem penetração). O movimento deve ser rápido e suave. A parte dois: escrever, usando a língua, o seu nome inteiro ali. Durante essa provocação intensa, que tal sentar-se no rosto dele? Prepare-se para sentir o corpo inteiro dar choques de tanto desejo.

Encanto vaginal

Responda rápido: qual é o sonho de consumo de 11 entre dez mulheres? Alcançar o orgasmo pela penetração. Se esse é o seu drama, pode arrumar outro motivo para reclamar da vida!

Receita de prazer: A primeira tática é investir nos estímulos clitorianos, mas atrasando o clímax ao máximo. Para isso, diminua o ritmo da excitação ou troque de posição. Assim, ficará cada vez mais envolvida por uma atmosfera libidinosa (e entrar no clima de tesão é uma das premissas para um orgasmo inesquecível). Não aguenta mais de desejo? Hora de o pênis entrar em ação. A missão dele é fazer uma exploração digna de Indiana Jones e encontrar uma destas três regiões de prazer, localizadas na parede vaginal: o ponto G (bem atrás do osso púbico), a zona AFE (área esponjosa perto do colo do útero) e o ponto A (um pouco acima do ponto G, na parede frontal, quase em frente ao colo do útero). E a posição aliada para essa missão é a cachorrinho. Sim, você tem três chances de chegar lá. Aproveite!

Festa no lado B

O grande trunfo da penetração anal é a intensa fricção. Tal território também rende um clímax divinal por uma razão psicológica. Satisfazer esse desejo quase proibido é um estímulo e tanto. 

Receita de prazer: A regra básica é: relax, baby. Seu gato ajuda você nisso tocando os músculos da região lentamente. Ele pode fazer uma massagem no canal retal e abri-lo com um dedo e, em seguida, com mais um. Para ajudar na penetração, lubrificante à base de água.

Sensações múltiplas

O que é bom não deve durar pouco, concorda? Em vez de se contentar com um simples orgasmo de quatro a oito segundos, você pode chegar a 20 segundos (ou mais) de prazer. Essa maravilha acontece quando, depois do primeiro clímax, a contração do útero e a dos músculos da vagina, além das outras sensações orgásticas, se repetem várias vezes seguidas.

Receita de prazer: Para um prazer múltiplo, múltiplos estímulos! Durante a penetração, contraia os músculos da vagina a fim de prender e soltar o pênis lá dentro. Também dê um empurrãozinho no seu deleite tocando o clitóris com movimentos contínuos e circulares. E peça ao seu amor que estimule o ânus. Tudo-ao-mesmo-tempo-agora. E não pare diante do primeiro sinal de êxtase!

Juntinho com ele

No orgasmo simultâneo, tudo acontece de forma perfeita: você chega lá e ele também. E ao mesmo tempo. Que conexão… 

Receita de prazer: Para alcançar tamanha sincronia, a regra de ouro é deixar que seu homem dite o ritmo da transa. Assim, ele consegue controlar a ejaculação mais facilmente. E, quando você estiver chegando lá, ele pode rapidamente entrar na mesma sintonia. Outro segredo das duplas que atingem esse grau de evolução sexual é falar durante as carícias, deixando claro em que estágio estão. Sugestões: ”Falta pouco!”, ”Não para, não para!”

 

A ditadura do orgasmo!

Na década de 60, as mulheres lutaram por liberdade sexual, por ter direito ao prazer e por se emanciparem da repressão da família e da sociedade. Parece que deu certo, e deu certo até demais.

Hoje, tanto as mulheres quanto os homens, são quase intimados a apresentar um bom desempenho na cama e a ter uma vida sexual obrigatoriamente ativa. É a revolução sexual às avessas. Não ter vida sexual ativa, e bem ativa, passou a ser sinônimo de fracasso.

Depois de dizer adeus aos preconceitos, às proibições, à repressão sexual, a sociedade parece viver numa espécie de ditadura do sexo. Um exemplo disso é a obrigatoriedade do orgasmo, principalmente no caso das mulheres. Muitas fingem que chegaram ao ápice do prazer só para não correrem o risco de perder o parceiro, de serem consideradas mutiladas sexuais.

As pessoas vivem querendo ser uma espécie de atletas na cama como, se estivessem participando de uma disputa onde o mais feliz será aquele mais permissivo, libidinoso, descontraído e sexualizado. Quando a pessoa não consegue ter o desempenho esperado, tanto homens quanto mulheres, acabam se sentindo obrigatoriamente deprimidos, infelizes e frustrados. Essa baixa auto-estima se mostra mais contundente quanto mais a pessoa se queixa publicamente desses seus “defeitos”. O problema talvez seja o modelo e parâmetro culturalmente estipulado para que a pessoa se sinta feliz, independentemente dos próprios princípios, gostos, crenças e valores.

Quem não obedece ao modelo divulgado por certas “novelas” deve se sentir frustrado, retrógrado e infeliz. Depois de muito tempo de repreensão da sexualidade, as pessoas, principalmente as mulheres, decidiram virar a mesa e viver o sexo com mais liberdade. O problema é que partiram do proibido diretamente para o obrigatório e o que era para ter sido uma revolução sexual, virou ditadura. Na tentativa de se adaptar a tanta modernidade, surgem os conflitos pessoais. Muitas vezes, as pessoas adotam comportamentos que vão contra o que desejam e acreditam, ou seja, acabam fazendo o que devem (culturalmente) de forma emancipada daquilo que desejam de fato. Ou acabam desejando aquilo que não devO exemplo disso é que antigamente as mulheres eram coagidas a permanecerem virgens até o casamento, mas hoje, a adolescente que ainda não perdeu a virgindade é questionada pelas amigas e até ridicularizada.Mas nem todas as pessoas cedem a essa pressão cultural externa. Para aqueles que aderem à obrigatoriedade da vida sexual ativa e cheia de orgasmos, porque de fato é isso que querem, não há problemas.

Aqueles que não são, em suas intimidades, sexualmente ávidos mas têm determinadas características de personalidade que as levam a ter um comportamento excessivamente preocupado com o que se espera delas, ou excessivamente preocupado com o que vão pensar delas, a possibilidade de terem conflitos é maior, inclusive disfunções sexuais.As pessoas muito preocupadas em terem desempenho sexual de acordo com os padrões vigentes, na verdade, se acostumam a atender uma cobrança não apenas externa, da cultura, mas também interna, de sua própria ansiedade em satisfazer as expectativas dos demais.